11 de jun. de 2009

Toque de Madonna no Mundial

Ex-bailarino da popstar assina nova coreografia das ginastas brasileiras

Daniele Hypolito e as outras ginastas da equipe brasileira estão dando duro para aprender as novas coreografias que esperam apresentar no Mundial de Londres, em outubro. O criador dos movimentos é o brasileiro Marcelo André Alves de Figueiredo, o Marcelinho, que mora em Los Angeles e já foi bailarino da cantora Madonna. O profissional veio ao Brasil na semana passada para trabalhar com Daniele, Letícia Costa, Khiuani Dias, Ana Cláudia Silva, Bruna Leal e Ethiene Franco.

"A coreografia é muito importante. Sem ela perdemos, de cara, 0,50 ponto. E isso, em um Campeonato Mundial, é muita coisa", conta Daniele. "O Marcelinho é um profissional com muita experiência. Já atuei com ele antes. Além de ter sido bailarino da Madonna, conhece muito de ginástica", diz ela, empolgada. "Ele trabalhou com a Luisa Parente e com a minha técnica, Viviane Cardoso. Fora isso, cria coreografias para ginastas em Los Angeles", explica.

O tema da apresentação de Daniele já está definido. "Vou usar uma música do filme Jogos Mortais IV. Não é sombria porque é do trecho em que um menino consegue abrir a porta e sair. Tem uma ideia de superação", conta a ginasta. "O Marcelinho trouxe algumas outras sugestões, mas, como elas já foram utilizadas por outras ginastas em competições internacionais, optei por tentar fazer algo bem original."

Daniele diz que, para ela, é difícil detectar se há uma influência do trabalho de Marcelinho com Madonna em sua coreografia para o Mundial. "Na verdade, a grande virtude dele (Marcelinho) sempre foi conseguir ver como é a atleta e saber o que puxar, o que pode exigir dela", elogia. "No meu caso, vamos usar muita expressão (corporal), uma coisa forte, com muita marcação (de ritmo), que é uma característica pessoal minha - bem diferente da apresentação com Cidade Maravilhosa."

PROCESSO CRIATIVO

Daniele conta que Marcelinho não trouxe a nova coreografia pronta dos Estados Unidos. "Fizemos a série juntos, pouco a pouco", conta a ginasta. "Filmei tudo para depois usar nos treinos. Se eu tiver alguma dúvida, posso falar com ele ou recorrer à Vivi, minha técnica, que acompanhou todo o processo."

A ginasta diz que a fase de aprendizado da nova apresentação é a mais difícil para o atleta em preparação para uma competição. "A gente fica muito cansada. Mas isso faz parte de um processo normal, até que a coreografia fique automática para a gente."

estadão.com.br

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