
O jornal italiano La Repubblica conversou pelo telefone com Madonna direto de Nova Iorque, sobre o lançamento do filme ‘Sacro e Profano’ (título do filme Flith and Wisdom em italiano) que estreou por lá ontem (12/06) nos cinemas.
Madonna não conhecia o diretor e disse: “Que Nanni?” , ela perguntou e o jornalista soletrou o
sobrenome dele. Ela admitiu que não o conhecia: “Sei que eu devo ficar lisonjeada pelo interesse dele”, disse cautelosamente. “Pra mim já é um sucesso que meu filme "Filth
and Wisdom" foi lançado nos cinemas de vários países da Europa. Isso significa que de acordo com o público que conhece Fellini e a ‘nouvelle vague’ meu filme não é material pra ser jogado no lixo”.
Videtti começa perguntando a Madonna sobre sua relação com a arte de Federico Fellini.
Pelo contrário, ele respondeu com uma carta gentil na qual fazia uma recusa educada. Mais tarde eu li que ele estava doente na época e de fato ele morreu poucos meses depois. Essa mensagem escrita com a letra inconfundível dele está emoldurada aqui na sala-de-estar da
minha casa em Nova Iorque, ao lado das pinturas de Tamara De Lempicka.
Guy Ritchie não é o único homem do cinema em minha vida. Diretores são artistas visionários. Sempre senti inveja e atração por eles. Escrever e dirigir um filme é um desafio extraordinário. Para alguém como eu que está há 25 anos volta e meia no mundo do cinema, foi uma progressão natural. Guy me deu um conselho precioso: “confie na sua intuição”.
Agora eu entendo que não é agradável quando alguém interfere no seu trabalho. Se você idealiza um projeto específico você quer alcançar isso a seu modo. A história de "Filth and Wisdom" estava martelando em minha cabeça por um tempo. Ele reflete algumas de minhas
experiências, mas há mais do que isso. Originalmente era pra ser um curta- metragem, nascido a partir das idéias que tive para o comercial da H & M. Há o negócio musical nele que eu conheço muito bem, mas os personagens também são inspirados nas pessoas que eu conheci ao longo do caminho como a dançarina ou a farmacêutica que sonha em ser voluntária na África, as duas garotas que dividem apartamento com AK.
Eu não sou uma aprendiz de cinema. Eu fiz documentários sobre minha vida na estrada e mais recentemente ‘I am because we are’. Minha paixão pelo cinema é antiga, mas não remota. Quando era criança eu não me sentia atraída pelas imagens na tela, mas quando eu fui para a universidade de Michigan eu descobri Fellini, Pasolini, Visconti, René Clair e a nouvelle vague de Godard. Para mim foi como a segunda ressurreição de Jesus Cristo. Você sabe o que dei de presente de Natal para meus amigos? Uma sessão privada de “Rocco e seus irmãos” em
minha casa. Se eu fosse escolher dirigir a refilmagem de algum clássico eu escolheria uma das grandes peças de Visconti. E eu pediria a Dolce e Gabbana que desenhassem os figurinos.
(GV) Ícone pop, atriz, colecionadora de arte e agora produtora de filmes. Não é um risco para uma artista como você aventurar-se em novos territórios?
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